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NÚCLEO VISIGÓTICO DO MUSEU REGIONAL DE BEJA

A coleção visigótica do Museu Regional de Beja, constitui o núcleo de peças desta época mais importante do país, tendo motivado para Beja a designação de “Capital da Arte Visigótica em Portugal”. O espólio foi sendo recolhido ao longo de várias dezenas de anos por diversos especialistas, dos quais é justo destacar o nome do arqueólogo Abel Viana.

A instalação deste núcleo na Igreja de Santo Amaro prende-se ao facto de aí se localizar uma das primitivas basílicas paleo-cristãs de Beja, a qual, sofrendo sucessivas alterações e remodelações, veio dar origem à igreja tal como ela hoje se nos apresenta – uma construção maioritariamente do final do século XV, início do século XVI. Nela foram empregues diversos capitéis visigóticos, que constituem parte importante do cenário em que são expostas peças do mesmo período e com as mesmas afinidades culturais e artísticas.

O conjunto de peças agora em exposição foi recolhido sobretudo na área do concelho de Beja e, pela maior parte, na própria cidade, atestando a sua grande importância nesta época. Dele sobressaem, pelo seu número e riqueza decorativa, os elementos arquitetónicos, com destaque para os que podem ser classificados como tendo pertencido a edifícios religiosos. Um primeiro conjunto faz a necessária ligação ao mundo tardo-romano dos séculos IV e V, onde já se adivinham algumas características que perduram e se afirmam nos séculos posteriores: o discurso prossegue com as mutações formais e decorativas que deram origem à definição de “visigótico” para um período (séculos VI e VII) em que a evolução arquitetónica se processou sem grandes ruturas.

A espada de um guerreiro encontrada no princípio do século XX numa sepultura da cidade de Beja (acompanhada por joias na ocasião adquiridas pelo Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, cujas fotografias se reproduzem) é testemunho de uma arte – a ourivesaria – que conheceu nesta época um período de apogeu.

O culto funerário está aqui também representado por duas lápides funerárias, uma das quais viria a ser reutilizada na outra face em época islâmica. No final da exposição procura-se o enquadramento possível para os espécimes expostos, que no contexto restrito do Sul de Portugal, quer no campo mais vasto do mundo mediterrânico, onde o visigótico floresceu e se afirmou até ao século VIII, quando cede caminho, na Península Ibérica, à islamização.

CONTACTOS E INFORMAÇÕES
Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja
Largo de Santo Amaro
7800-263 Beja
284 32 14 65 | Fax: 284 32 27 02
geral@museuregionaldebeja.net
sectoreducativo@museuregionaldebeja.net
www.museuregionaldebeja.net/onucleovisigotico

 

HORÁRIO
2ª a 6ª feira das 9h30 às 12h30 - 14h00 às 17h00
Encerra ao fim de semana e feriados.



PREÇOS
2 €

50% de redução para estudantes, reformados e professores  (com cartão comprovativo). Gratuito para jovens até aos 15 anos e professores acompanhando visitas de estudo.

Entrada gratuita aos Domingos
Acessível a visitantes com mobilidade reduzida.